Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Dentre várias de suas concepções o psiquiatra e escritor Augusto Cury afirma que é preciso reconhecer humildemente que o desenvolvimento tecnológico não trouxe o desenvolvimento psíquico esperado. Algumas coisas melhoraram, outras pioraram, como transtornos emocionais, solidão e crise de diálogo. Dessa forma, tornou-se relevante discutir a questão da Cibercondria: a doença da era digital, cujas principais causas são negligência governamental e  a ansiedade da população de ter seus problemas resolvidos rapidamente. Tal fato reflete uma realidade preocupante e extremamente complexa.

É primordial ressaltar que, o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil não vem sendo muito eficaz como deveria ser. Entre os fatores que mais influenciam é a demora no atendimento, segundo o site online G1, foi realizada uma pesquisa pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com base nos dados do SUS, referentes a 2019, aponta que o tempo médio para um paciente ser atendido na rede pública é de 493 dias, sendo mais de um ano e quatro meses, sendo identificado também 315.134 solicitações de procedimentos pelo SUS, essas solicitações são para consultas, exames e cirurgias.

Em decorrência disso, a população não consegue manter a paciência de esperar o período do SUS para poderem se consultar corretamente, pois acabam ficando dependentes dessa consulta, fazendo assim que fiquem em casa sem poder realizar seus afazeres e recorrem ao “Dr. Google” para solucionar seus problemas de saúde mais rápido. Com efeito disso, leva as pessoas a se automedicarem, o que de acordo com a pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) o número de pessoas com mais de 16 anos, que não pratica a automedicação é muito pequena, apenas 21% das pessoas vão no médico corretamente.

Diante do exposto, para resolver a Cibercondria: a doença da era digital é preciso tomar medidas severas. Para isso cabe ao Ministério da Saúde contratar mais especialista na área da saúde por meio de concursos, processos seletivos destinados aos médicos recém-formados, uma vez que constituem uma gama de profissionais capacitados e dispostos, a fim de que haja mais médicos para poderem atender rapidamente os pacientes, assim não havendo atrasos na hora das pessoas se consultarem. Desse modo não haverá a automedicação.