Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

O mecanismo de pesquisa é um dos mais utilizados atualmente no acesso a internet, ajuda na hora de responder duvidas de estudo, buscar por novas formas de se relacionar e até mesmo no acesso a saúde. Com isso, muitas pessoas, com o viés de buscar soluções mais rápidas, se auto examinam ou medicam a partir de buscas digitais, acarretando vários problemas como a dependência deste uso, denominado cibercondria.       Frequentemente utilizada para identificar pessoas que só utilizam como base a internet para identificar problemas na saúde, a cibercondria afeta negativamente o psicológico e em casos extremos o físico, de acordo com o instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ), em 2018, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. Em casos assim pode até ser fatal a utilização de medicamentos sem prescritos profissionais.

Além disso, o maior risco está principalmente em jovens que muitas vezes desenvolvem problemas psicológicos por se autodiagnosticarem de forma errada, consumindo remédios variados que podem trazer grandes prejuízos ao bem-estar, de alergias a até overdose no caso de mistura de medicamentos de forma exagerada.

Portanto, é necessário haver medidas para a resolução dos problemas apresentados, o governo deve certificar por meio das próprias plataformas digitais ou até transmissões televisionadas o perigo da automedicação, mostrando que um profissional é capacitado para a identificação de problemas e assim informar se há necessidade ou não da prescrição de remédio. As clinicas medicas poderiam criar sites de consulta, assim se houvesse alguma dúvida, ao invés de pesquisar em sites não confiáveis, poderia até marcar consultas de forma mais rápida e pratica. Desta forma, poderemos priorizar a saúde da população e seguir com uma sociedade mais consciente.