Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a cibercondria torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo fato das pessoas acreditarem em tudo da internet, seja pela falta de entendimento das pessoas sobre o assunto, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é os indivíduos acharem que tudo na internet é verdade. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do portal Catraca Livre, o grande mal do cidadão é a banalização do olhar, é não enxergar as mazelas sociais como a doença da era digital. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.

Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas a cibercondria. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra “Ensaio sobre a Cegueira”, caracteriza a alienação da população frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela ausência de entendimento de algumas pessoas sobre certos assuntos. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e autorreflexivos, capazes de intervir e melhorar a sociedade em que vivem.

Portanto, é visível o não conhecimento dos cidadãos a cerca de alguns assuntos. Sendo assim, a mídia, que é o principal veículo de informação, deve promover programas para aprimorar o aprendizado da população, com ídolos da televisão brasileira, com o intuito de combater esse problema. Assim, acabando com essa escassez de conhecimento das pessoas.