Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Hodiernamente, com os avanços da tecnologia o acesso a informações se torna muito mais fácil, e o mau uso da mesma traz consequências que nem sempre são positivas, como enfatiza o historiador Arnold Toynbee “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”, a partir disso, interfere-se que a tecnologia é útil apenas quando conhece o seu uso.

Pesquisas apontam que grande parte da população brasileira se automedica á partir de resultados encontrados na internet, mas muitos não sabem os riscos que tais atos podem trazer, como reações alérgicas, causar dependência de medicamentos, mortes ou a cibercondria, que leva a uma ansiedade e preocupação desnecessária, considerando que não foi feito um diagnóstico. Essa preocupação é causada por associar alguns sintomas com doenças mais graves, mas isso se torna inviável considerando que muitas doenças tem sintomas parecidos, exemplifica-se com a atual Covid-19 que tem sintomas muito parecidos com a gripe, entre outras.

Algumas pessoas buscam informações em sites por uma carência da saúde pública, e ao invés de esperar por uma vaga para uma consulta acredita ser mais realizável a pesquisa na internet, mesmo considerando que muitos sites não são confiáveis podendo apresentar informações falsas e sem embasamento.

Dessa maneira, pode se perceber que mesmo o Brasil que tem um sistema de saúde pública, ele ainda é falho. E por isso é importante investimentos do poder público na área da saúde, para que as pessoas tenham uma facilidade de aceso das consultas públicas e possam ter um acompanhamento profissional, e assim, não perpetuar a ideia de um falso problema de saúde, é necessário também ressaltar a importância do investimento na área da saúde psicológica para prevenir que mais pessoas desenvolvam uma aflição excessiva pela possiblidade de estar com uma doença.