Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

É fato que a tecnologia revolucionou a vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde, dos transportes e das relações sociais. No que concerne ao uso da internet, a rede potencializou o fenômeno da cibercondria(a doença da era digital), pois permitiu, por meio de pesquisas, oferecer dados exagerados e não certo sobre a saúde de acordo com os interesses dos usuários. Tal personalização se observa, também, na  procura de informações referente a saúde. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro referente a saúde.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das inovações tecnológicas, os internautas abusam da utilização da internet pesquisando sobre seus sintomas sem antes ter uma avaliação médica. De acordo com o filósofo Immanuel Jobs, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, sendo a educação, nesse contexto, a tecnologia. Essa situação é um problema, pois o acesso a saúde está sendo reformulado para novos padrões e pode agravar o estado das pessoas com alguma vocação para a ansiedade diante a saúde e substituir por uma nova condição.

Em segundo lugar, de acordo com  ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) o índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega aproximadamente 90% na faixa etária de 20 a 35 anos. Ou seja, qualquer um pode ter acesso a medicamentos e ser auto medicar facilmente ás vezes sem nem comunicar ao um farmacêutico.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministro de Saúde (MS) atuem, por meio de palestras sobre a má utilização da internet, oficinas educativas, e prevenção de mecanismos para a identificação de informações falsas. Somente assim, será possível combater a doença da era digital. Dessa forma, notar-se-à que a implantação dessas medidas melhora a taxa de pessoas que sofrem com a contaminação tecnológica no pais.