Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

A partir da Terceira Revolução industrial, a tecnologia tornou-se um avanço constante e a internet adquiriu um espaço significante na busca de informação e de comunicação entre as pessoas. Porém,o uso frequente dessa ferramenta trouxe dependência e a falsa confiança na pesquisa feita no Google e, junto à ela, a evolução da cibercondria mais conhecida como “síndrome da pesquisa na internet”. Com isso, a navegação em sites não confiáveis leva a autodiagnostico precoce e, na intenção de sanar dúvidas referentes a determinados sintomas se depara com dados demasiados, o que direciona uma piora no estado de ansiedade e insegurança nos profissionais de saúde.

Em primeiro lugar, é comum pessoas com ansiedade optar pela automedicação,o que costuma agravar sua condição de saúde, já que possui dificuldade em lidar com a espera.De acordo com um estudo de Ryen White e Eric Horvitz, 80% dos adultos americanos procurou informação sobre saúde online. Dessa maneira, grande parte prefere uma resposta imediata muitas vezes devido à vida corrida e pelo desprendimento com a saúde mental e física. Assim, possivelmente direciona a uma má interpretação dos sintomas, e que se for associado a doenças graves,  é provável que a preocupação e o stress relativamente a estes aumente.

Não obstante, na tentativa de obter um controle sobre as possíveis patologias que se pode obter , o paciente costuma buscar meios mais rápidos para especular que tipo de doença possa estar. Ademais, com a possível hipótese de reportar uma enfermidade , o enfermo prefere acreditar na plataforma online e posteriormente abordava o seu médico com uma ideia pré-determinada sobre a sua condição, o que gera descrença em seu doutor. Segundo Albert Einstein, “tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Para o filósofo, a ciência fez-se superior ao ser humano, o que leva a crer que as ideias válidas são somente postas pela internet, situações notórias na área da saúde.

Portanto, medidas são necessárias para afirmar a importância do tratamento dessa doença. É dever da Polícia Federal fiscalizar a venda desses remédios nas farmácias, de forma periódica, por meio de um banco de dados que só aceite a compra de medicamentos com receitas e registro médico, para que seja evitada a automedicação inadequada. Outrossim, é dever do Ministério da Saúde promover em locais públicos ,e de modo gratuito,debates sobre os perigos da cibercondria com a ajuda de  psicólogos que auxiliam na mudança comportamental do indivíduo, a fim de atenuar questões como a consulta virtual. Dessarte, seja possível construir uma sociedade que busca o atendimento médico em prol do bem-estar.