Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

A Cibercondria trata-se de um tipo de comportamento em que a pessoa passa a tirar conclusões precipitadas e pouco embasadas relacionadas à saúde, a partir de buscas rápidas na internet, também batizado nos Estados Unidos por fenômeno “Dr. Google”, uma simples tosse por conta de um ar seco pode, através destas “pesquisas”, se tornar uma doença grave. Autodiagnosticar-se e se automedicar-se é característico de Cibercondria, devido ao fácil acesso a informações na internet, algumas delas relacionadas a saúde, acabam sendo de forma errônea analisada, não que não seja legítimo e válido buscarmos informações, entretanto, para um grupo, isso pode se tornar um verdadeiro pesadelo e acarretar mais problemas, por isso, é necessário que medidas sejam tomadas.

Como dito anteriormente, a automedicação é um sintoma da cibercondria, medicar-se sem prescrição médica é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. É o que revela pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), isso se dá por vários motivos, mas principalmente pela facilidade de acesso de remédios, “Qualquer pessoa pode comprar um analgésico no balcão da farmácia como se fosse um chiclete. Muitas vezes, até sem a orientação do farmacêutico”, afirma o cardiologista Marcos Vinícius Gaz, do Hospital Israelita Albert Einstein. A medicação por conta própria é um dos exemplos de uso indevido de remédios, considerado um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

Para aqueles que são mais ansiosos por natureza e que já sofrem muito com a hipocondria, o acesso a centenas de informações pode acarretar ainda mais adversidades. A cibercondria pode piorar as condições de saúde de muitos e gerar, de quebra, outros tipos de problemas. É, pelo menos, o que apontam alguns pesquisadores. Um estudo feito na Universidade de Baylor, nos EUA, foi um dos primeiros a delinear um retrato mais claro do comportamento que surge, decorrente da evolução dos meios digitais. Publicado no periódico Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, o trabalho descreve os gatilhos que levam uma pessoa a desenvolver essa doença.

Logo, em virtude dos fatos mencionados, é mister entender que autodiagnosticar-se e automedicar-se é um ato comum para muitos brasileiros, mas não deveria, já que consequentemente causam mais problemas. É possível que informações médicas disponíveis na internet precisem, de algum tipo de regulação, na tentativa de proteger estas pessoas em seu processo de autodiagnostico, para pelo menos amenizar o problemas, mas efetivamente, que medidas sejam tomadas por parte do Governo e do Ministério da Saúde, para levar a informação ao povo, através de campanhas publicitárias como propagandas na TV, e palestras em universidades, para diminuir esse ato comum nas pessoas.