Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
A cibercondria é derivado da hipocondria, já que ambos tratam da sensibilidade do sistema nervoso levando-o o indivíduo à compulsão em pesquisar por sintomas de doenças, ocasionado então, ingestão de medicamentos sem prescrição médica. Com isso, é notório que essa problemática atual tornou-se preocupante, em vista que impede a efetivação do bem-estar social. Assim, torna-se preciso analisar como a ansiedade e consultas virtuais contribuem para a persistência desse problema na sociedade.
Primeiramente, vale ressaltar que a busca da automedicação é comum em pessoas que tem ansiedade, pois elas têm dificuldades em lidar com a espera e buscam meios como a internet, livros, ou até mesmo o senso comum das pessoas em forma de “achismos” para especular qual doença ela possa estar, assim ela se automedica sem antes passar por um especialista da área, podendo agravar determinados sintomas.
É importante destacar que, em função da falta de orientação sobre as novas tecnologias as famílias não sabem sobre os prejuízos quando essas são utilizadas de forma errônia para cuidar da saúde. Dessa forma, fica evidente que a taxa de 79% da população que pratica a automedicação -pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ)-, só tende a crescer nos próximos anos devido ao maior acesso à rede mundial de computadores. Nesse sentido, deve ocorre um maior controle sobre o acesso às pesquisas na internet, de acordo com os sintomas, e um esclarecimento das autoridades sobre a forma de diagnosticar dos médicos, que leva em conta muitos fatores.
Dessa forma, é imperativo que o Ministério da Saúde, que tem como função de oferecer a promoção, proteção e recuperação da saúde da população, promova em locais públicos como praças, auditórios e ambientes escolares, debates sobre os perigos da cibercondria com a ajuda de especialistas, principalmente de psicólogos e agentes de saúde que auxiliam na mudança comportamental do indivíduo, a fim de atenuar questões como a consulta virtual e, assim, construir uma sociedade que busca o atendimento médico em prol do se bem-estar.