Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 23/09/2020
Em 2001, a BBC News reportou uma nova condição que os médicos estavam a lidar, chamada “síndrome da pesquisa na internet” ou cibercondria. A notícia descrevia o modo como os pacientes consultavam os seus sintomas e posteriormente abordavam seu médico com uma ideia pré-determinada.
No ano de 2008, um estudo publicado no Journal da Association for Computing Machinery’s Transactions on Information Systems (TOIS), referiu-se à cibercondria como “o aumento infundado da preocupação sobre a sintomalogia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa e literatura na Web”.
Com a presença cada vez mais marcante das tecnologias e com o uso dessas pelos indivíduos muito mais frequentes, a internet torna-se mais um espaço para buscar informações sobre doenças. Pelo discurso médico, esse uso das tecnologias acaba por gerar as doenças cibernéticas, as quais ainda se têm pouca explicação.
Portanto, o primeiro passo para evitar que a cibercondria comprometa o diagnóstico, o tratamento é transmitir com clareza e segurança as informações. Além destas, fornecer ao paciente sites com dados confiáveis sobre a doença, e se colocar também à disposição para o esclarecimento de quaisquer dúvidas é essencial.