Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
O acesso a informação via internet vem ficando cada vez mais fácil, podendo pesquisar o que quiser em qualquer hora ou lugar. Para as pessoas as solução dos seus problemas, como os de saúde, estão todas nas suas buscar feitas através dos navegadores, prova disso é o estudo feito pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) no qual mostra que 79% dos brasileiros acima dos 16 anos se automedicam.
A cibercondria não é tão nova assim. Em 2001, a BBC reportou que os médicos estavam lidando com essa nova situação, também chamada de “síndrome da pesquisa na internet”, a notícia mostrava como os pacientes checavam seus sintomas na internet e apresentavam uma ideia pré-determinada sobre sua condição ao médico. Na época o doutor Trefor Roscoe previu acertadamente que essa atitude se tornaria mais comum com o aumento do uso das redes.
Essas procuras em sites sem uma garantia de entregar informações seguras podem trazer diversas consequências, por exemplo a preocupação com sintomas que não tem uma gravidade real. Dores de cabeça, erupções na pele ou até simples dores musculares se tornam motivo de preocupação desnecessária, a qual provoca stress e ansiedade, que por conseguinte aumentarão os sintomas iniciais, criando um ciclo vicioso.
Contudo, conclui-se que é de extrema importância que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, realize campanhas ensinando o que é a cibercondria e como ela afeta o dia a dia. A ação pode ser sucedida através de panfletos entregues em locais públicos variados, cartazes colados em lugares de espera de pessoas, como pontos de ônibus, ou até mesmo em propagandas de televisão.