Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Seja qual for a pergunta, a maioria das pessoas estão sempre buscando as respostas na internet. Isso vai de perguntas básicas como; preparo de algum alimento, até perguntas que só um médico poderia responder; a medição necessária para tal dor. É aí que o perigo mora, existem vários sintomas semelhantes para várias doenças, buscar esse diagnóstico sem ajuda médica é extremamente perigoso.

Em alguns casos, esse diagnóstico precoce pode ser benéfico. Um exemplo disso é quando a pessoa é “diagnosticada” com câncer, dessa forma ela irá buscar ajuda o mais rápido possível - já que quanto mais cedo descobrir a doença, melhor -. Essa prática de buscar respostas no “Dr.Google” pode virar um vício, onde o indivíduo sempre acha que está com alguma doença grave ou não tão grave.

Existem casos também de pessoas que buscam ajuda na internet após procurar ajuda médica, pois de alguma forma, não compreendeu a explicação do médico. A internet funciona como autoajuda a partir do momento que a pessoa sabe que tem. Contudo, o fato de ter muitas informações na rede não significa que a pessoa vai interpretá-las de modo correto.

Portanto, é necessário que o Governo Federal - por meio de propagandas, palestras em escolas e empresas - mostrem os riscos que existem na cibercondria. Além disso, as pessoas devem se conscientizar de buscar informações em sites confiáveis. O Ministério da Saúde deve promover propagandas nas principais redes sociais, destacando a importância de procurar ajuda médica e não virtual. Dessa forma, por meio de ações conjuntas do Ministério da Saúde e Governo Federal, a população estará mais informada e de certa forma, protegida dessa doença da era digital.