Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
É de conhecimento geral que a internet facilita cada vez mais a vida do ser humano, encaminhando informações do mundo inteiro de forma rápida e precisa, assim sendo, uma ferramenta indispensável no dia a dia da população. Ainda que seja um mecanismo de extrema importância, a tecnologia pode ser considerada segura e sem riscos a saúde do usuário?
Evidentemente, o grupo populacional prefere buscar informações referente a sua saúde em algum site qualquer da internet ao invés de procurar um diagnóstico correto com um especialista, se submetendo a situações de fato preocupantes, como por exemplo, o uso de medicamentos sem prescrição médica, o que pode causar efeitos negativos na saúde do paciente e piorar mais a situação. Sendo assim, o governo não está isento de culpa no que se refere as condutas de risco relacionado à cibercondria, devido ao precário Sistema Único de Saúde (SUS), a comunidade acaba recorrendo aos falsos diagnósticos, como foi citado anteriormente.
Entretanto, não há como saber o que é de fato verdadeiro no serviços oferecidos online, sendo válido mencionar que os riscos da automedicação são altos, como reações alérgicas, dependência e até a morte. A seguinte frase de J. Krishnamurti, filósofo indiano, ‘‘Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.’’ - Diz respeito as relações atuais entre indivíduo, sua saúde e a época tecnológica em que todos estão inseridos nos últimos tempos.
Dessa forma, é necessário que ações sejam feitas para alterar essa circunstância. Para que tal ação aconteça, a Organização Mundial da Saúde (OMS), juntamente com o governo, poderia investir na criação de programas de monitoramento, para que aumente a fiscalização dos conteúdos publicados na internet, principalmente os conteúdos vinculados a saúde e consequentemente, reduzirá as buscas perigosas na web.