Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

É fato que desde o começo da vida o homem busca ferramentas para facilitar o seu trabalho, é inegável que os avanços causados pela internet substituíram muitos outros serviços. Nesse contexto, a internet atua como facilitadora, trazendo informações de maneira rápida e fácil, mas até que ponto as informações buscadas são seguras e não causam danos à saúde do usuário?

A falta de hospitais e de profissionais especializados nos postos de saúde faz com que as pessoas acabem optando pela busca da sua doença na internet e, se automedicando. Nesse segmento, podemos perceber que a política deve ser utilizada de forma que o equilíbrio seja obtido em sociedade. No entanto, dados do G1 mostram que mais de 60% dos hospitais brasileiros estão sempre superlotados, sem leitos e faltam médicos. Demonstra-se assim, que esse ideal não é visto na prática e a problemática persiste ligada a realidade do país.

Segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, o índice de pesquisas sobre possíveis diagnósticos é de 40%, ou seja, a população recorre primeiro à plataforma digital e apenas uma minoria busca auxílio médico. A comodidade do “Dr. Google” intensifica esse diagnóstico online e além de induzir a um tratamento errado, visto que cada doença possui um transmissor e um cuidado adequado, pode ocasionar possíveis doenças mais sérias e transtornos psicológicos devido à preocupação.

Portanto, para se atenuar essa problemática é necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da saúde invista na construção e formação de profissionais da área da saúde, gerando-se assim mais vagas e atendimento para com aqueles que se vem sem opção ao adentrar em um hospital e acabam buscando opções online; ademais, as mídias podem investir em comerciais e programas em que se demonstre as consequências da cibercondria em conjunto com a automedicação.