Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

A conhecida frase divulgada pelo Ministério de Saúde “ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado” tem a finalidade de evidenciar a importância de um diagnóstico médico. No entanto, muitas pessoas sofrem de cibercondria e tendem a fazer o autodiagnóstico. Logo, por negligenciarem o tratamento médico adequado, podem ter problemas de saúde. Portanto, essa prática que têm se tornado comum tem que ser parada.

Nota-se que a auto-medicação é praticada por cerca de 79% dos brasileiros acima dos 16 anos, segundo dados coletados pelo ICTQ, Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, em 2019. Esses dados manifestam a negligência por parte da população ao dispensar uma visita a um clínico geral. O consumo de medicamentos de maneira indevida ou irracional pode ocasionar, ainda, reações alérgicas, dependência química e até levar o usuário a óbito. O Ministério da Saúde orienta a população que sempre se procure um médico ao suspeitar sobre qualquer problema de saúde. Também recomenda que evite indicações de vizinhos, amigos, parentes ou mesmo de balconistas de farmácias ou drogarias.

Ainda assim, as pessoas encontram maior facilidade em fazer o próprio diagnóstico e medicação por meio da internet. Sobre isso, a pesquisa do ICTQ demonstram que 40% dos pacientes entre 16 e 34 anos fazem autodiagnóstico pela Internet e, consequentemente, também praticam a automedicação. Os entrevistados disseram preferir buscar os sintomas de doenças na internet e evitar a visita consultório médico. Outros motivos foram a influência da cibercultura e o rápido resultado em função da falta de tempo.

Com a finalidade de reduzir os danos causados pela cibercondria, o Ministério da Saúde deve financiar publicidades por meio de redes sociais, utilizando de influenciadores digitais para alcançar o público alvo de forma mais eficaz e promovendo neles uma conscientização. Dessa forma, evitaremos que pessoas sejam prejudicadas pela falta de informação.