Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a Cibercondria no Brasil torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de atuação do governo, seja pela ignorância da sociedade, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que o/a a nova enfermidade digital leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à/ao Cibercondria persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Ademais, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é a falta de conhecimento da população. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do portal Catraca Livre, o grande mal do cidadão é a banalização do olhar, é não enxergar as mazelas sociais como o novo mal trazido pela era digital . Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
É notório, portanto, que o problema da cibercondria deve ser amenizado. Dessa forma, o governo deve promover a conscientização da população sobre a problemática, por meio de posts nas mídias sociais. A fim de que a sociedade conheça o problema e saiba procurar uma ajuda caso se identifique com a síndrome. Dessa modo, observar-se-á um Brasil imaginado por Policarpo.