Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/09/2020
O escritor norte Americano chamado Nichollas Carr, em uma de suas obras chamada “Geração Superficial” afirma que, embora os avanços tecnológicos tenham sido muito importantes para o desenvolvimento mundial, é acompanhado por muitos fatores negativos como a Cibercondria, que vem influenciando cidadãos ao alto medicamento e a crença em doenças inexistentes, preocupando assim os usuários que não possuem um acesso bom ao sistema de saúde público, ou por muita das vezes, não se interessam em procurar um especialista.
Um estudo feito na Universidade de Baylor, nos EUA, foi um dos primeiros a delinear um retrato mais claro do comportamento que surge, decorrente da evolução dos meios digitais, como por exemplo, a Cibercondria, cujo o termo existe desde o ano 2000, é derivado da Hipocondria, já que ambos tratam da sensibilidade do sistema nervoso levando o indivíduo à compulsão em pesquisar por sintomas de doenças, ocasionado então, ingestão de medicamentos sem prescrição médica, que por muitas vezes, pioram os sintomas do paciente.
Com isso, muitos, psicologimente, ao pensarem que possam estar doentes, e usarem medicamentos exageradamente sem prescrição médica, os usuários acabam desenvolvendo doenças reais. Além da obsessão pelo próprio estado de saúde, a ansiedade crônica também se mostra presente. Esta, pode desencadear o isolamento social, como também impasses no próprio organismo do indivíduo, no qual se encontra perdido por meio de falsas informações adquiridas por meios digitais.
Portando, a organização Mundial da Saúde (OMS), deve investir em tecnologias, cujo haja uma plataforma para que os médicos consigam atender uma maior demanda de pacientes via internet, facilitando assim o menor alastramento da Cibercondria pelo mundo, e também, é importante a criação de leis que visem proteger os usuários, proibindo a circulação de instruções para medicação, sem receitas médicas, afim de deixar que tais costumes se alastrem.