Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/09/2020

Em 1940, era o início da Terceira Revolução Industrial, marcada pelo desenvolvimento tecnológico em vários aspectos. É inegável que o uso da tecnologia facilitou o cotidiano das pessoas em diversas formas, mas o abuso de confiança nas redes pode ser muito prejudicial. Essa temática constitui um problema a ser resolvido pelas autoridades politicas, assim como por toda a população.

No SUS (Sistema Único de Saúde), problemas como a falta de profissionais, superlotação e demora no atendimento são comuns, as pessoas que conseguem pagar optam por sistemas de saúde privados. O doutor Drauzio Varella mostra que o SUS investe cerca de 103 bilhões por ano e atende 75% da população brasileira, já a rede privada, que atende apenas 25%, 90,5 bilhões. Ou seja, a maior parte da população fica a mercê da incerteza de uma vaga, tratamento ou medicamento.

Isso faz com que a população encontre meios mais simples para resolver assuntos médicos, em testes na internet ou com pesquisas rápidas, reduzindo o tempo de espera de meses para alguns segundos. A problemática está na falta de veracidade dessas informações, além da generalização de sintomas que podem significar uma gripe leve ou problemas respiratórios graves. A automedicação a partir de consultas na internet pode gerar reações alérgicas, vício e em grande quantidade até a morte.

Infere-se, portanto, a premência da busca por soluções viáveis para essa temática. É de suma importância que o Ministério da Saúde invista em melhorias no Sistema Único de Saúde, aplicando dinheiro em reformas de ampliação e nos salários dos profissionais de forma correta. Além de juntamente com as plataformas midiáticas, promover campanhas de conscientização contra o consumo de informações falsas e automedicação, melhorando a saúde da população.