Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/09/2020
Segundo o artigo 196 da Constituição Brasileira promulgada em 1988, todos os cidadãos possuem direito à saúde, sendo total responsabilidade do Estado assegurar a mesma. Desta forma, é necessário analisar o corte de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS),o qual dificultou o acesso a consultas médicas e impulsionou a automedicação graças ao fácil acesso a remédios.
Observa-se em primeira instância que os cortes de verbas no SUS dizimaram cerca de 1,2 milhão de consultas em São Paulo em 2018, de acordo com o site VioMundo, desta forma, com a redução das consultas as pessoas passaram a realizar o ato de se autoconsultar na internet, gerando a cibercondria e acarretando resultados incertos e medicações incorretas, graças as consultas superficiais baseadas em uma visão reduzida dos sintomas.
Outrossim, a facilidade de acesso a remédios é outro fator que favorece a cibercondria na medida que as consultas digitais são realizadas. Segundo o site São Bernardo, tomar remédio por conta própria é comum para 70% dos brasileiros, visto que existe uma imensa facilidade de aquisição de medicamentos nas farmácias sem prescrição prévia de um médico. O abuso de medicações pode ocasionar a intoxicação do indivíduo, trazendo prejuízos a saúde.
Tendo em vista os fatos supracitados, fica evidente que o Sistema Único de Saúde necessita de melhorias no quesito da distribuição de renda e que deve existir um maior controle da venda de medicamentos sem prescrição médica. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, a elaboração de campanhas midiáticas com o intuito de alertar a população brasileira acerca dos riscos da automedicação. Cabe ainda ao Governo Federal aumentar os investimentos no Sistema Único de Saúde, visando atender uma maior parcela da população.