Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 09/10/2020

A cibercondria é uma tendência das pessoas que utilizam a internet de forma excessiva para procurar diagnósticos de seus sintomas, fazendo-as acreditarem no que leram. Nesse sentido, o desespero gerado ao indivíduo que sofre da busca exagerada de prescrições virtuais acerca do que sente é causado pela praticidade do acesso à internet, estimulando sua automedicação. Por isso, são necessárias medidas que contém ajuda de profissionais da área psicológica para sanar essa realidade que atinge a sociedade brasileira.

Primeiramente, o avanço tecnológico permitiu que a web facilitasse o compartilhamento de informações e dados, trazendo a praticidade do recurso entre os indivíduos. Diante desse contexto, a globalização presente hodiernamente é um processo de integração econômica, social, cultural e política que consiste encurtar as distâncias entre os continentes quando se trata de meios para comunicar. Porém, além da globalização ter impulsionado a tecnologia e facilitado o uso da internet, muitas pessoas ao invés de procurarem por um profissional da saúde, preferem pesquisar nas redes e realizar uma prévia de seu “diagnóstico” da saúde. Assim, essa antecipação pode resultar em ansiedade e medo, já que ao consultar os sintomas com o Doutor Google, acabou achando “câncer”, quando na verdade, não é.

Outrossim, essa praticidade ao acessar à internet provoca a automedicação dos indivíduos, uma vez que o resultado da pesquisa foi uma receita caseira, ou um remédio sem prescrição médica. Dessa forma, de acordo com o dado da ICTQ (Instituição de Ciência, Tecnologia e Qualidade), apenas 21% dos brasileiros com mais de 16 anos não praticam a automedicação. Nesse contexto, é possível identificar que a maior parte da população do país se automedica, e essa acredita que os remédios e receitas caseiras irão curar ou prevenir de tal doença na qual não tem certeza. No entanto, essa situação de se controlar por meio de remédios não prescritos por um profissional pode agravar os riscos de saúde devido o uso descontrolado de medicamentos.

Com vistas a mitigar a cibercondria no cenário brasileiro atual, é válido que o Governo amplie projetos que ajudem o indivíduo a controlar seu comportamento no momento em que pesquisar sobre os sintomas em relação à saúde, por meio de um acompanhamento psicológico – que seja gratuito -. Ademais, a mídia deve promover propagandas que relatem as principais consequências da cibercondria que contenham número de telefone e site confiáveis para quem precisa de ajuda, para acabar com tal mazela exponencial. Desse modo, a nação verde-amarela assistirá a novos roteiros sociais.