Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 25/11/2020

Com o avanço da era moderna, novas tecnologias e meios de informação tornaram-se cada vez mais populares mundialmente, por conseguinte as pessoas passaram a ter mais autonomia, inclusive quando se trata de saúde. Entretanto, essa ferramenta, ao ser mal utilizada, pode gerar ansiedade e medo desnecessário, como é o caso da cibercondria, considerada a doença da era digital. Esse infortúnio gera desafios, a exemplo da descredibilização de atuantes da saúde pelo autodiagnóstico realizado pelas pessoas e do fácil acesso a medicações, que influencia no problema da automedicação. Mostra-se necessário, pois, a promoção de ações transformadoras.

Em primeiro lugar, salienta-se a problemática sofrida pelos profissionais da saúde, por conta da questão da hipercondria aliada ao excesso informacional. Boa demonstração disso é o popular “doutor Google”, cujos sites com artigos não verificados por pessoas ou instituições habilitadas ainda são aceitos pelo povo, já que neles as respostas são instantâneas e, com isso, acabam por realizar autodiagnóstico. Tal situação é lamentável, visto que o Brasil é um país oficialmente possuidor do Sistema Único de Saúde (SUS) que disponibiliza atendimentos médicos gratuitos capazes de fornecer os reais problemas de cada um de forma específica. Dessa forma, torna-se alarmante a necessidade de se traçar estratégias solucionadoras, a fim da população parar de realizar erroneamente o próprio diagnóstico.

Em segundo lugar, destaca-se o acesso facilitado dos brasileiros as mais variadas medicações. Fato que comprova isso, é o estudo do Instituto de pós-graduação pra profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ) que diz que 8 em cada 10 cidadãos se automedicam. A partir dessa adversidade, nota-se que, entre os principais motivos para isso estão os lobbies da indústria farmacêutica no governo do país, esse em troca de benefícios mútuos releva as comorbidades da exposição das pessoas aos remédios. Dessa maneira, expõe-se a fundamentalidade de mudanças governamentais em prol do povo.

Em suma, medidas são precisas para resolver o impasse. Cabe, portanto, ao governo criminalizar a formulação de artigos sem embasamento e verificação científicos, outrossim, a formação de lobbies, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que os recursos provenientes das multas serão destinados à saúde pública e as farmácias só autorizarão a venda de fármacos sob atestado médico. Para que assim, os desafios causados pela cibercondria possam ser controlados e os brasileiros possam desfrutar dos benefícios de uma autonomia mais consciente.