Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/11/2020

Uma doença invisível

‘‘Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.’’ - A frase de J. Krishnamurti, filósofo indiano, introduz uma problemática que surgiu em meio a um aumento exorbitante na relação de dia a dia do ser humano com a internet, a cibercondria. Isso está relacionada diretamente com a falta de conhecimento do ser humano, pois é um assunto pouco mencionado em discursos de pessoas altamente influenciáveis e que acaba sumindo por meio de tantos outros temas. Porém é no silencio que a cibercondria adoece as pessoas.

Estudos mostram que 80% dos adultos procuram informação online sobre saúde, e apenas 5% deles verificam se a informação é válida e precisa. Em consequência disso, vê-se, a todo instante pessoas se auto diagnosticando e por sua vez se automedicando sem um devido acompanhamento médico. O Sr. Google (nome dado após o aumento das buscas sobre saúde) apresenta diversas doenças e sintomas que não são os mesmos sempre, e isso influencia a pessoa a achar que tem um problema se baseando apenas em um diagnóstico próprio e impreciso, e com isso novas doenças surgem.

Atualmente observa-se que mais da metade da população brasileira se medica sem prescrição médica e isso resulta em intoxicação, reações alérgicas, dependências e até a morte. Umas das causas disso é o fácil acesso dessas drogas nas farmácias, mesmo existindo alguns remédios que não podem ser comprados sem autorização, como os antibióticos, há centenas de outros que sem um acompanhamento podem fazer você piorar ou adquirir outras doenças. Medidas devem ser tomadas para haja o conhecimento total desse problema que afeta o mundo.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que o Estado promova diversas campanhas publicitárias em conjunto a mídia, para propagar as informações necessárias que ajudariam na conscientização desse problema e no entendimento dos fatos apresentados. Por outro lado, o Ministério da ciência e tecnologia deve tomar medidas como a criação de aplicativos e sites realmente confiáveis, e que alertem as pessoas dos riscos e da importância de uma consulta médica presencial. Com a implantação dessas ações, os resultados serão perceptíveis e muito favoráveis, e assim estaremos um passo à frente de um mundo mais saudável.