Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/11/2020

Os riscos da cibercondria no Brasil

Segundo o Conselho Federal de Farmácia, a automedicação é praticada por 77% dos brasileiros e a internet tem grande influência nesse problema que tem afetado os usuários física e psiquicamente. A ansiedade e a falta de disponibilidade tão presente nos tempos atuais levam as pessoas a procurar uma solução mais rápida para sintomas desde os mais simples aos mais preocupantes, muitas pessoas estão desenvolvendo cibercondria (ciber + hipocondria), pois muitas características se repetem em diversas doenças.

Um dos mais perigosos efeitos da ingestão não supervisionada de remédios é a perda de efetividade do remédio nos micro-organismo e no corpo de quem o ingere regularmente. Um exemplo disso é o uso excessivo de antibiótico, em longo prazo a causa da doença pode vir a criar uma resistência ao combatente assim como vem acontecendo o surgimento de bactérias que já não sofrem mais com os efeitos da substância. A dependência química também é uma consequência da falta de responsabilidade na hora de cuidar da própria saúde.

No âmbito psicológico a influência dos auto diagnósticos causam tanto uma ansiedade exacerbada quanto uma tranquilidade arriscada, por exemplo: você pesquisa o que pode causar dor de estomago e aparece: Câncer, isso o deixará preocupado e com medo, você procura um médico e já pede diversos exames, mas o médico faz um exame simples e descobre que era apenas uma virose. Essa situação pode acontecer ao contrário, e ambas são prejudiciais.

Para combater a cibercondria é necessário que o governo realize campanhas alertando sobre o risco da automedicação e levar essa informação para lugares de bastante movimento, como postos de saúde e pontos de ônibus. É necessário também facilitar as consultas para todos, pois muitos não tem acesso a médicos ou aos medicamentos certos para seu tratamento.