Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a cibercondria a doença da era digital apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto, tanto da falta de palestras educativas, quanto da ausência de investimentos governamentais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a falta de campanhas educativas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não acontece no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades que não promovem as pessoas aulas para disseminar o quanto é perigoso a automedicação e isto afeta de maneira bastante negativa os cidadãos. Um exemplo disso é que, segundo o site Gazeta online, muitos brasileiros quando se sentem doentes, colocam os sintomas no Google e comentem o erro de tomar remédios sem avaliação médica, trazendo risco de consequências sérias para o organismo.
Ademais, é imperativo ressaltar a negligência governamental que funciona como promotor do problema. De acordo com o jornal da Globo, o difícil atendimento aos hospitais e postos de saúde, facilita que as pessoas se automediquem, e ainda afirma que este ato é praticado por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos, partindo desse pressuposto, isto acontece porque o Governo não investe em saúde para que a população se consulte com um médico urgentemente. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, já que a insuficiência do agente exposto, contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios sobre o impasse mencionado, necessita-se de forma urgente que o Tribunal das Contas da União direcione Capital que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), será revertido em aulas educativas através de palestras inseridas na sociedade, as aulas devem ser debatidas por professores e profissionais da saúde que ensinem e alertem o mal da automedicação, é importante também que o Governo crie mais hospitais que priorizem o atendimento com qualidade, rápido, fácil e sem burocracia. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da cibercondria, e a coletividade alcançará a Utopia de More.