Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 25/11/2020
É de fundamental importância para a compreensão de todos que atualmente, surgiu uma nova condição, a Cibercondria - síndrome de pesquisa na internet. O termo designa da combinação da palavra “ciber” que tem relação com a modernidade e a palavra “hipocondria” que é um transtorno mental do medo excessivo e não realista. Logo, é necessário discorrer sobre as consequências e seus principais desafios para o tratamento dessa doença.
Inicialmente, urge salientar que, a maioria das pessoas quando percebem sintomas de alguma doença, até então não identificada, dirigem-se, primeiramente, a internet para pesquisar a causa desses desconfortos. Porém, ao se deparar com resultados de doenças graves, propostos pelo navegador, por ter em comum os mesmos sintomas que uma doença menos agressiva, essas pessoas ficam assustadas. Em consequência dessa atitude, há um aumento na ansiedade, no stress e até piora o quadro de saúde que era simples pela preocupação excessiva.
Segundo pesquisas feitas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). Quase metade (47%) da população brasileira se automedica pelo menos uma vez por mês. Com esse resultado, é possível perceber a facilidade e o custo reduzido que a automedicação oferece em relação com o custo elevado de ter acesso ao sistema de saúde mais eficaz - o privado. A indústria farmacêutica é a principal inimiga, pois incentivam as pessoas a tomarem remédios milagrosos para tratar doenças, sem prescrição médica.
Diante dos fatos mencionados acima e com o intuito de reduzir os casos de cibercondria na sociedade, é importante que o Ministério da Saúde reveja com atenção as informações médicas que estão na internet e disponibilizem sites confiáveis com profissionais da saúde. Ademais, cabe a ética da própria população, não se automedicar sem antes ter consultado um médico.