Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 28/11/2020
No filme “Supercondriaque”, de origem francesa, Romain Faubert é um fotógrafo que possui hipocondria, isto é, pensa todos os dias que sofre de alguma doença, e o seu comportamento leva seus familiares e amigos á loucura. Nesse contexto, de maneira semelhante à realidade brasileira, é possível observar que com a evolução tecnológica no país, o autodiagnóstico tornado-se-se corriqueiro e de maior facilidade, visto que uma parcela dos desejados buscam na internet os sintomas que estão sofrendo que estão sendo considerados e que seja verídico, sendo denominado cibercondria, uma doença da era digital.
Atualmente, existem sites que proporcionam diagnóstico para as pessoas, seja por meio de matérias escritas que abordam o assunto buscado ou até mesmo testes, como, por exemplo, perguntas a serem respondidas para saber o nível de ansiedade, se possui algum indício de depressão. Dessa forma, é preocupante o número de visitas on-line que essas páginas possuem, uma vez que as informações presentes podem ser elaboradas por pessoas não especializadas na área da saúde, além de ser absorvida como uma veracidade pelo leitor.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo próprio Google, cerca de 26% dos brasileiros recorrem primeiras pesquisas na plataforma ao se deparar com algum problema de saúde. Nesse viés, cabe ressaltar que, atitudes como essas geram um desespero e preocupação contingente diante das ocorrências. Contudo, a relação entre médico e o paciente é de suma importância para o tratamento das enfermidades, de maneira confiável, podendo avaliar o estado de saúde do cidadão, e principalmente evitar o autodiagnóstico e automedicação.
Portanto, é necessário minimizar os casos de cibercondria no país, tendo como objetivo visar o bem-estar mental e físico dos requisitos. É necessário, por parte dos familiares dessas pessoas que possuem esse hábito, observar essas ações e buscar formas de intervenção, com tratamento psicológico, a fim de trabalhar essa problemática. Ademais, cabe aos médicos transmitirem com segurança e objetividade informações que esclareçam como condições do paciente, uma vez que na maioria das vezes essas pessoas acabam indo ao consultório na esperança de uma aprovação do que foi pesquisado. Por conseguinte, o incentivo do Ministério da Saúde, por meio de propagandas em redes midiáticas, de forma que alerte a importância de frequentar consultórios médicos.