Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 29/11/2020
Diante das grandes questões que assolam o século XXI, merece destaque o impacto causado pela era digital que culminou no aparecimento da cibercondria, termo designado às pessoas que se autodiagnosticam baseadas em pesquisas na internet. Nesse contexto, é evidente que os usuários passaram a extrapolar o uso da internet, permitindo que dados, muitas vezes contrários do que realmente é, reconheçam sintomas e doenças pesquisadas. Sendo assim, é necessário consciência das pessoas quanto as “respostas” que buscam sem ajuda de profissional especializado, pois pode custar a vida delas.
Em primeiro plano, cabe pontuar que a era digital tem grande importância para a sociedade, sendo um dos motivos de sua reputação, a facilidade de obter respostas por meio de pesquisas na internet. Nesse contexto, consolida-se o pensamento de que todos os resultados obtidos deveriam ser analisados e corrigidos por especialistas, visto que muitas pessoas pesquisam coisas relacionadas a saúde e diagnósticos de doenças, muitos dos resultados são alternativos, não concretos. Desse modo, o que é encontrado pelos indivíduos pode influenciá-los a se autodiagnosticarem e começarem tratamentos para problemas que possivelmente não tenham, causando danos ao organismo.
Outra questão relevante nesse debate, é o fato de que, ao obterem os resultados da internet e mesmo assim consultar um profissional, muitas pessoas acabam questionando a conduta do mesmo, pois acreditam que o tratamento aconselhado é muito mais demorado, com muita burocracia e caro. À luz dessa ideia, torna-se notório que muitos indivíduos escolhem tratamentos sugeridos pela internet, o que pode ser perigoso e comprometedor à saúde deles, pois a automedicação compromete, ou mesmo, piora a enfermidade que se diz ter no organismo. Com efeito, muitos dos efeitos colaterais acabem sendo intoxicação, que poderia ser evitada se houvesse acompanhamento profissional.
É necessário, portanto, promover ações concretas as quais alterem esse quadro. Logo, cabe a Organização Mundial da Saúde, OMS, promover campanhas e seguimentos que sejam obrigatórios, o acompanhamento psicológico de pessoas que tratem os resultados obtidos pela internet com maior relevância do que os diagnosticados por profissionais da saúde. Ademais, compete as pessoas, a consciência de que, muitas das coisas que poder ser encontradas na internet não são confiáveis, sendo necessário a busca por mais informações e diferentes perspectivas. Espera-se, dessa forma, o entendimento de que a internet tem muitos prós, mas os contras podem custar uma vida.