Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 29/11/2020
Supercondríaco é um filme que retrata a vida de um fotógrafo que sofre de hipocondria, ao pensar todos os dias de que sofre de alguma doença. Fora da alusão, a sociedade brasileira atual caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito a cibercondria como uma doença na era digital. Sobretudo, deve-se destacar o uso da tecnologia para conclusão precipitada de uma doença e a excessiva utilização de medicamentos sem recomendações médicas
Em primeiro lugar, a utilização da internet como meio de conclusão precipitada sobre qualquer doença é um fator determinante para a persistência do problema. Uma vez que, a pessoa em total estado de desespero sentindo dores incomuns busca informações na internet sobre os sintomas que ocasionam milhares de outras doenças, muitas vezes gerando pânico. Segundo Kurt Cobain, eu sou meu próprio parasita. Não preciso de hospedeiro. Essa frase, faz uma crítica a auto sabotagem, muito ligada ao tema abordado até aqui, visto que ocorre ok frequência em casos de desespero como esse citado anteriormente.
Além disso, para uso de medicamentos sem prescrição médica é de enorme risco a vida. Dados divulgados pelo Conselho Federal de Farmácia, diz que 77% dos brasileiros fizeram uso de medicamentos. Essa pesquisa aponta que as pessoas não estão buscando conselhos médicos, é preferível ter respostas rápidas da internet sem ao menos comprovação de que é realmente verídico e, consequentemente, acabam se entupindo de remédios prejudicando a saúde e a própria vida.
Portanto, é necessário intervir sobre a cibercondria de forma que a população entenda o que é e procure conselhos médicos. Nesse contexto, o governo deve intervir sobre o problema com projetos envolvendo médicos e psiquiatras, estabelecendo dias da semana, através de lives e palestras nos postos de saúde ou redes sociais, mostrando a importância de buscar informações com os médicos, esclarecer qual a importância dos conhecimentos prévios e de como controlar o desespero. Para que ao longe do tempo, criem hábitos de ir ao médico e ser mais cautelosos com as pesquisas virtuais. Afim de que se tornem conscientes e cuidadosos com suas próprias vidas.