Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/11/2020
Na série Dr. House, o médico Gregory House utiliza a farmácia do hospital para fazer o uso de medicações de maneira rápida e ilegal. Por meio dessa analogia, é possível notar que, hodiernamente, as pessoas estão realizando cada vez mais o processo da automedicação, acarretando na Cibercondria, que é uma doença presente na nova era digital. Ademais, é importante lembrar que baseado nos dados do jornal G1, a internet não é uma ferramenta confiável, pois qualquer indivíduo pode colocar uma determinada informação na tal. Por isso, é imprescindível que governo estabeleça medidas para solucionar essa problemática.
Primeiramente, é importante destacar que o uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar no agravamento de uma doença, uma vez que a utilização inadequada dos supracitados pode acabar escondendo um determinado sintoma, podendo acarretar em reações alérgicas. De acordo com o psicólogo Tom Damasceno, a automedicação pode gerar várias consequências, tanto físicas, quanto psicológicas, como por exemplo, pessoas que tomam remédio para depressão de outros indivíduos, por isso, é necessária uma avaliação pessoal, afinal, todos os seres humanos são diferentes, possuindo assim, medicamentos próprios.
Em segundo plano, é válido ressaltar que de acordo com uma publicação apresentada na AMIA Simpósio Anual, cerca de 75% das pessoas que procuram por tais informações na internet não verificam se a supramencionada é válida e precisa. Os “cibercondriacos” procuram de maneira online a respeito de doenças e sintomas, como por exemplo por meio da opinião de terceiros sobre determinadas patologias. Muitas vezes, por constatar similaridades entre os sintomas acabam cometendo equívocos, como o uso de medicamentos errados ou até mesmo acreditando possuir uma doença grave quando na verdade é algo simples, prejudicando a própria saúde.
Portanto, levando em consideração todos os fatos mencionados, é indubitável que o Ministério da Saúde, que tem como função oferecer a proteção e recuperação da saúde, promova em locais públicos e privados, como escolas e praças, debates para alertar as pessoas sobre os riscos da automedicação, por meio da ajuda de médicos e psicólogos. Ainda assim, é necessário que o Ministério da Educação estabeleça campanhas educativas mostrando para as pessoas os perigos de se pesquisar sobre sintomas e doenças na internet, pois nem sempre tais informações estarão corretas. Dessa forma, todos os indivíduos começaram a evitar esses tipos de pesquisas e passaram a buscar por um atendimento médico em prol de seu bem-estar, promovendo assim, uma melhoria da Cibercondria e acarretando uma vida melhor para todos.