Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/11/2020
É de importância fundamental para a compreensão de todos que ao longo dos anos com o avanço da internet, conquanto tenha disponibilizado praticidade e eficiência em vários serviços, diversos problemas acabaram surgindo, dentre eles a cibercondria atualíssima, que diz respeito ao fenômeno de autoexame e automedicação. É necessário considerar que cibercondria deriva da palavra ¨hipocondria¨, que designa aqueles que não possuem que possuem medo obsessivo de doenças, para evitá-las, se automedicam descontrolada e irresponsavelmente. Essa procura por informações, combinada com a realidade brasileira de dificuldade no atendimento em centros de saúde, a falta de tempo da sociedade e a crise econômica ganha proporções maiores.
Em primeiro lugar, constata-se que o mundo online possibilitou a formação de um mundo globalizado e conectado, em que saber sobre qualquer assunto é possível com apenas alguns cliques. No entanto, tal alternativa de pesquisa acabou tornando algo prejudicial, caso usado de forma inadequada. Nesse viés, guiados pela ignorância e descuido, muitos de pessoas todos os dias buscam nas redes doenças associadas aos seus sintomas ou receitas para curá-las. Para o inventor e empresário Steven Paul Jobs a tecnologia move o mundo, um fato observável para o nosso atual modelo de vida. Isso fica claro quando as pessoas optam por pesquisar suas doenças em sites de buscas para curarem-se, uma maneira mais rápida, do que deslocar-se a um consultório médico, que por mais desgastante, é o método mais seguro para erradicar uma doença. Dessa maneira, doenças tratáveis podem tornar-se fatais.
Em segundo lugar, o governo tem seu percentual de culpa haja vista que não desempenha sua função precípua de cuidar da saúde pública, pois uma dificuldade no acesso à saúde é uma das principais razões para a doença. Diariamente, uma população é bombardeada com notícias do caos da Saúde Pública com seus hospitais lotados, falta de médicos e grande distância percorrida para conseguir atendimento. Essa situação contribui para o aumento da cibercondria. Além disso, uma falta de tempo faz com que várias pessoas deixem de ir aos hospitais quando estão doentes e busquem outras alternativas como pesquisas na internet e a auto medicação.
Por todos os determinantes, é mister que medidas sejam atendidas para reverter esta problemática. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde elaborasse um projeto junto com o Google, que informe ao paciente, quando este para pesquisar sobre automedicação na internet, que isso não substitui uma consulta com um profissional de saúde e que a automedicação é perigosa e pode trazer mais danos do que benefícios.