Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 25/11/2020

É fato que o homem desde o inicio dos tempos procura maneira de facilitar o trabalho, é inegável que os avanços causados ​​pela internet substituíram muitos outros serviços. Nesse contexto, a internet se demonstra uma facilitadora, trazendo informações de maneira rápida e de fácil acesso, mas nem sempre as buscas são seguras e não afetam a saúde do usuário.

Em primeiro plano vale ressaltar que, o SUS (sistema único de saúde) demora em atendimentos, não somente na emergência, mas também para agendamento de consultas com especialistas, levam meses e o paciente fica a mercê de um sistema de saúde falho, de profissionais que não tem tempo para atender a todos e fornecer um serviço de qualidade a fim de investigar o problema real do paciente. Outrossim, muitas pessoas não funcionam desse tempo do SUS, visto que têm suas rotinas e algo que levaria tempo para ser resolvido - e em grandes casos o problema pode vir até desaparecer - é resolvido em questão de segundos, o usuário utiliza o Google, instruindo na descrição dos seus sintomas e busca de uma maneira mais eficaz de resolver ele mesmo. Segundo Benjamin Franklin “Tempo é dinheiro”.

Além disso, não há como filtrar o que realmente é verdade na internet, então uma probabilidade da pessoa obter um diagnóstico errado do seu problema é alto, e consequentemente se medica de maneira incorreta. Os riscos da automedicação são altos, como reações alérgicas, dependência e até a morte. Por tanto, como dizia o famoso ditado popular “A pressa é inimiga da perfeição”. Diante disso, percebe-se que independente da agilidade de informações que a internet lhe oferece, não será a mesma que um médico lhe oferecera.

Com isso, a OMS junto da ONU deveria investir em tecnologias, desenvolver uma plataforma para que os médicos consigam atender uma maior demanda de pacientes via internet, facilitando o acesso de todos a saúde e, quando houver situações mais graves, o próprio médico pode encaminhar o paciente ao hospital para receber o seu atendimento e realizar exames. Ademais, caso a OMS opte por mais atendimentos pela internet, como resultado, o SUS conseguiria fornecer um melhor atendimento, visto que situações mais simples seriam resolvidas e somente atenderiam pessoas em situações mais graves, fornecendo um serviço de qualidade e democrático.