Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 28/11/2020
Com a Revolução Técnico-científica e a globalização, a forte expansão dos meios de comunicação e o desenvolvimento da internet, tornou possível a ampliação do acesso ao mundo cibernético. Contudo, mesmo que as inovações tecnológicas auxiliem em todas as esferas da sociedade, seja no âmbito educacional, social e até mesmo com influências na saúde de cada indivíduo, assuntos que retratam o impacto negativo de tais avanços, tem se tornado cada vez mais eminente. Dessa forma, quanto aos reflexos na medicina, a cibercondria revela a busca por informações online de sintomas manifestados, em que as pessoas passam a tomar conclusões precipitadas sobre possíveis doenças e tratamentos.
Em primeiro plano, é válido analisar a fala do inventor Steve Jobs, que afirmava que a tecnologia move o mundo. Assim, pode-se perceber que a era digital demanda de uma forte influência da internet, em que tudo é pesquisado nas redes, pois existe a necessidade do imediatismo e agilidade no cotidiano. Entretanto, ao buscar por respostas em sites alternativos, é recorrente o risco de automedicação, além de ocasionar tratamentos incertos a partir de sintomas que são comuns a vários casos médicos distintos. Desse modo, é notório que a cibercondria ocasiona riscos que podem gerar danos reais a saúde humana, além de poder desencadear problemas físicos que não existiam por utilizar de informações erradas sem a consulta médica.
Em consequência disso, nota-se o crescimento de ocorrências em que o paciente se autodiagnostica e utiliza de métodos alternativos para a cura. Além disso, é possível analisar a facilidade que os indivíduos possuem de se automedicarem, uma vez que muitos remédios não necessitam de prescrição médica no Brasil. Contudo, tal fato pode desencadear o vício em tomar medicamentos por conta própria, além de poder inibir sintomas que levem a descoberta do real problema. Ademais, ao buscar por respostas, é possível que o indivíduo interprete de maneira equivocada as informações, levando ao desespero por um diagnóstico inexistente.
Portanto, medidas são necessárias para minimizar o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde gerar campanhas midiáticas que retratem sobre a importância de consultas médicas para o tratamento. Dessa maneira, por meio dos meios de comunicação, como rádio, televisão, redes sociais, entre outros, especialistas da área da saúde devem levar a mensagem sobre os riscos do autodiagnostico para o bem estar. Destarte, se faz necessário que palestras dentro das escolas ocorram com a participação de profissionais da saúde, para que por meio desse evento, os jovens se conscientizem sobre o assunto. Assim, espera-se que os indivíduos consultem a especialistas capacitados e utilizem dos tratamentos corretos para os sintomas apresentados.