Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 26/11/2020

Na série “Dr. House”, é retratado Gregory House, médico que toma remédios recolhidos de forma ilegal no hospital, devido à sua influência. Essa temática abordada na série, representa o mundo não ficcional, em que as pessoas vão remédios sem prescrição médica, sem qualquer, ou seja, com auxílio farmacêutico que abre caminho para compra, principalmente em países subdesenvolvidos, surgindo assim a cibercondria, a doença da era digital pós-revolução industrial. Nesse sentido, é necessário a introdução de orientação para comunidade, assim como o cumprimento das leis vigentes.

É importante destacar que, em compliance com a falta de orientação sobre as novas tecnologias, pois as famílias não possuem conhecimento sobre os prejuízos quando são utilizados de forma errônea na área da saúde. Segundo dados da ICTQ (Pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), 79% da população prática o ato de automedicação, número este que tende a crescer nos próximos anos em razão do aumento no alcance da rede de computadores. Dessa forma, torna-se essencial o controle de acesso às pesquisas na internet, pois é evidente o acesso aberto de sintomas de doenças, que de certa forma acabam substituindo o diagnóstico médico.

Outrossim, é fundamental o cumprimento de leis pelas instituições, entretanto, não são, em sua maioria, praticadas pelos cidadãos e nem fiscalizadas para verificar a execução pelos requisitos que vendem fármacos, na maioria das vezes, sem receita médica, assim o consumidor não procura ajuda de um especialista, tomando como verdade o que o Google diz. Portanto, o uso indiscriminado de substâncias sem prescrição, como é retratado na série “Dr. House”, não deve ocorrer, por conta dos riscos que expõe o usuário ao utilizar-lo dessa forma.

Em virtude dos fatos destacados, é imprescindível a orientação e as leis que amenizem o atual quadro. Dessa forma, para a minimização dos problemas decorrentes, o Ministério da Saúde (OMS) deve criar, utilizando-se de verbas governamentais, campanhas publicitárias que incentivam a procura por médicos especializados, e advirtam os cidadãos sobre os riscos para a saúde, compactuando com a ingestão de remédios receitados, além disso, o desuso da internet para comprar medicamentos. Somente assim haverá redução da automedicação. Somente assim, haverá a diminuição da automedicação, além do estimulo na área da saúde com o aumento das consultas e a diminuição dos efeitos colaterais de drogas usufruídas sem autorização de um especialista.