Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/11/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico " O Triste Fim de Policarpo Quaresma", tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o vício da era digital torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela negligência governamental, seja pela necessidade da população. O problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que uma das causas da era digital é o rápido avanço tecnológico. Isso acontece, principalmente, em virtude da necessidade da população. Exemplos disso podem ser encontrados nas informações divulgadas pelo G1, como por exemplo, os dados mostrando que houve um aumento de 42% de usuários na pandemia. Sendo assim, esses fatores atuam em fluxo contínuo e favorecem na formação de um problema social de dimensões cada vez maiores.
Ademais, é preciso atentar que umas das causas que corrobora para o problema é a negligência do Estado. Segundo Gilberto Dimentein, jornalista e criador do portal Catraca Livre, o grande mal do cidadão é a banalização do olhar, é não enxergar as mazelas sociais como o vício da tecnologia. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
Destarte, são necessárias medidas capazes de mitigar esse entrave. Nesse princípio, o Estado deve alertar sobre o mal uso da tecnologia, visando uma melhor condição de vida. Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse.