Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 01/12/2020
Durante o período da Primeira Guerra Mundial (1914 até 1918) os soldados combatentes foram submetidos ao uso do medicamento popularmente conhecido como pilula 9, que era indicado para vários tipos de doenças, em relatos de alguns militares, em alguns casos ela era utilizada quando não ocorria um exame e diagnóstico ou em ocasiões que independente do estado de saúde, era imposto que o combatente deveria mostrar serviço, porém, a eficacia real para o tratamento de tantas doenças era duvidoso, ou seja, a medicação inconsciente, de forma irresponsável já é um problema que perpetua de muitos anos.
Atualmente, a automedicação ocorre por meio pesquisas na internet, que não permitem um diagnóstico mais conclusivo e correto acerca te tais sintomas, Segundo dados da pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 40% dos pacientes fazem autodiagnóstico pela Internet e, por consequência, também se automedicam. Essa tendência foi observada principalmente nos jovens de 16 a 34 anos.
Segundo a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rosany Bochner, vinculada ao Ministério da Saúde, Um dos maiores problemas da automedicação é a dependência, pois tomar anti-inflamatórios, por exemplo, toda vez que se tem dores, pode virar um vício, a ponto de o princípio ativo do remédio não fazer efeito no organismo, quando for realmente necessário e, podem gerar um efeito rebote quase tão devastador como os de drogas ilícitas.
Com isso, é possível concluir que há necessidade de informar a população, seja por meio de campanhas realizadas pelo ministério da saúde, propagandas em todas as emissoras de canal aberto, acerca da necessidade de buscar especialistas médicos nas especificações necessárias na hora de cuidar da saúde e do bem estar, conscientizar que a internet fornece informações questionáveis promovidas por pessoas que não especialistas em tal assunto.