Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 28/11/2020
É evidente que os avanços tecnológicos, surgidos a partir da Terceira Revolução Industrial, trouxeram consigo melhoras nas formas de comunicação entre o indivíduo e a sociedade, com a criação de redes sociais, chats de comunicação, entre outros. No entanto, uma vez que trouxe facilidade na na vida de muitos indivíduos, a tecnologia também é responsável por gerar inúmeras doenças, dentre elas a cibercondria. Logo, o debate acerca da cibercondria e na influência da internet na maneira de pensar trona-se imprescindível.
Em uma primeira abordagem, cade retratar que o anseio de terminar uma ansiedade pessoal, aliado ao comodismo é o fator principal para a intensificação da cibercondria, que têm como consequências efeitos colaterais da automedicação e desconfiança nos profissionais da saúde. Além disso, a influência de jogos também é um fator a ser discutido, já que
as pessoas com a doença ao verem determinada situação em um jogo, tentam recriá-la na realidade. Como exemplo vale citar jogos de tiro, que levam a pessoa a matar seu oponente.
À luz desse debate infere-se ainda aludir ao pensamento do insigne filósofo indiano J. Krishnamurti ‘’não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente’’. De maneira análoga, pode-se relacionar esse pensamento com a relação entre indivíduo, saúde e a era digital em que todos estão inseridos no limiar do século XXI.
Esse retrato preocupante no cenário brasileiro, evidencia, portanto, a necessidade de adoções de medidas capazes de alterar essa conjuntura. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde aumentar o número de médicos especialistas nos postos de saúde, afim de evitar buscas perigosas e autodiagnóstico a base de internet. Desse modo, os benefícios da internet poderão ser obtidos e servirão como meio de auxílio para a saúde, não como um autodiagnóstico irrefutável.