Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/11/2020
A busca excessiva por esclarecimento acerca de uma patologia ou uma possível patologia feita na internet, chama-se cibercondria. A partir disso, sendo a internet um local onde qualquer dado ou informação pode ser inserido faz com que os indivíduos acabem encontrando seus sintomas e possíveis medicamentos. Nesse sentido, a falta de hospitais e de profissionais nos postos de saúde, atrelado a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação que vão desde dependência até diversas psicopatologias, agem como impulsionadores desta problemática.
Primeiramente, a falta de hospitais e de profissionais especializados nos postos de saúde faz com que as pessoas acabem optando pela busca da sua doença na internet e, se automedicando. Nesse segmento, segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de forma que o equilíbrio seja obtido em sociedade. No entanto, dados do G1 mostram que mais de 60% dos hospitais brasileiros estão sempre superlotados, sem leitos e faltam médicos. Demonstra-se assim, que esse ideal aristotélico não é visto na prática e a problemática persiste ligada a realidade do país.
Pode-se dizer também que, a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação influenciam na ocorrência da cibercondria. Nesse sentido, dados do Instituto de Ciência Tecnológica e Qualidade a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. E, realizam essa prática por influência da internet e dos familiares.
Posto isto, para resolver esse problema é necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da saúde invista na construção e formação de profissionais da área da saúde, gerando-se assim mais vagas e atendimento para com aqueles que se veem sem opção ao adentrar em um hospital e acabam buscando opções online; Além disso, as mídias podem investir em comerciais e programas em que demonstre-se as consequências da cibercondria em conjunto com a automedicação.