Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/11/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista acreditando em um país utópico. Entretanto, o descaso com a doença da era digital torna o Brasil ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela automedicação, seja pelo diagnostico impreciso, o problema permanece e precisa ser combatido.

Primeiramente, é válido salientar que a indicação de medicamentos via internet pode causar problemas as pessoas. Isso porque, a automedicação devido às informações retiradas da internet pode acabar não solucionando o problema e até agravando a doença, pois as informações não possuem aprovação médica. Segundo dados retirados do CFF( Conselho Federal de Farmácia), metade dos Brasileiros tem o costume de se medicar sem consultas médicas. Assim, o país imaginado por Policarpo ainda está distante de ser concretizado.

Ademais, é importante destacar a criação de diagnósticos incertos pelas redes de informações afetam diretamente na saúde da população. Isso porque, o diagnostico de forma errada pode comprometer a recuperação de uma pessoa com problema de saúde se não medicada de forma adequada. Consoante ao físico e pensador Albert Einstein, devido aos avanços tecnológicos, a tecnologia ultrapassou a humanidade das pessoas. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a tecnologia está sendo utilizada de forma indevida, prejudicando a vida de pessoas. Dessa forma, a permanência desse entrave acentua um grave retrocesso.                Portanto, a internet foi criada com objetivo de facilitar e melhorar a vida das pessoas, porém nem todo trabalho é realizado como planejado. Destarte, é dever do Estado melhorar esse cenário, por meio de leis efetivas dentro do país que possibilitem apenas a postagem de informações verificadas por profissionais altamente qualificados da área médica. Para que a propagação de informações equivocadas não sejam tão recorrentes.