Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/11/2020
É de conhecimento geral que os avanços tecnológicos causados pela internet substituíram muitos outros serviços e facilitou a conexão com pessoas de outras partes do mundo; nesse contexto, a internet atua como facilitadora na vida dos seres humanos. Entretanto, o número de pessoas que se automedicam com pesquisas feitas pela internet aumentou drasticamente, um grave problema que precisa ser discutido.
A priori, é preciso destacar os perigos da automedicação. Na internet há diversos sites que indicam medicamentos a serem tomados se a pessoa estiver com “x” doença, sem consulta a especialistas da área da saúde. Com isso, diagnósticos mal interpretados podem levar ao uso indevido de medicamentos. O uso de remédios de forma incorreta pode agravar a doença ao esconder determinados sintomas, reações alérgicas, dependência e até a morte.
É notável que cada vez mais as pessoas buscam a internet para saber qual medicamento tomar. Segundo dados da pesquisa feita em 2018 pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 40% dos pacientes fazem autodiagnóstico pela internet e, consequentemente, também se automedicam. Infere-se que boa parte da população brasileira, seja por falta de tempo ou problemas pessoais, prefere se automedicar. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, ‘‘A administração da vida afasta o homem da reflexão sobre o que é moral e saudável’’.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas para diminuir o número de automedicações. Portanto, cabe ao Governo Federal, junto com o Ministério da Saúde, criar uma equipe técnica e profissional de saúde que atue pelo SUS de forma online em todos os estados do país, com o fito de criar um meio seguro para as pessoas que preferem não sair de casa para se consultar e utilizam a internet, como também divulgar propagandas nas redes sociais que enfatizem o perigo da automedicação.