Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 28/11/2020

A ascensão da internet ocasionou incontáveis ​​mudanças à sociedade atual, através do contato instantâneo com a informação. Com isso, para muitos, a busca por diagnóstico médico se tornou ultrapassada e a internet primordial na determinação de doenças e compra de medicamentos. Entretanto, o uso inconsciente da ferramenta pode induzir o indivíduo ao erro, pela origem falha em possuir determinada doença.

Sabe-se que em séculos atrás, uma era amplamente difundida da hipocondria. Ela se caracteriza na infundada convicção de estar com uma doença grave, sendo apresentada na criação do “Emplasto Brás Cubas” do livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Atualmente, se faz presente a partir da era digital, que além de induzir, ao consumo de grande quantidade de medicamento pela busca idealizada da própria imagem, facilita o contato a demasiados medicamentos.

Com isso, muitos, psicologicamente, ao pensarem estar doentes e usarem fármacos exageradamente sem prescrição médica, como analgésicos, acabam desenvolvendo doenças reais. Como ilustração, além da obsessão pelo próprio estado de saúde, ansiedade crônica. Esta, pode desencadear o isolamento social, como também impasses no próprio organismo de outrem.

Portanto, apesar do progresso tecnológico da internet, impasses de seu uso associado à automedicância não podem ser negligenciados. Por isso, no Brasil, se faz necessário que o governo em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) proponha campanhas em hospitais. Isso, a partir de palestras com profissionais capacitados que especifiquem a importância da consulta ao médico para delimitado diagnóstico e prescrição de fármacos para uso consciente .Além disso, a mídia deve propor campanhas que conscientizem grande parte da população para cautela na automedicância e diagnósticos “online”, visando mitigar a hipocondria digital.