Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/11/2020
A frase do famoso cientista alemão, Albert Einstein, “O espirito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”, explicita um do principais problemas da sociedade moderna, a cibercondria. Advinda de uma psicopatologia formulada pelo avanço crescente das tecnologias, essa doença digital tem como vinculo a dependência da vida digital em questão da realidade, substituindo padrões sociais fundamentais para o funcionamento populacional como um todo. Ademais, como observado, outro fator que é observado é a facilidade de conexão e a falta de controle sobre a quantidade de informações disponíveis na própria rede, contribuindo para esses comportamentos.
Primeiramente, deve-se pautar que o exponencial avanço das tecnologias é um dos causadores dessa enfermidade cibernética. Suas principais características são substituição de importantes eventos sociais perante a facilidade da obtenção de informações no mundo virtual; para exemplificar e evidenciar esse cenário, tem-se os dados disponibilizados pelo Instituto de Pôs-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ) que explica que cerca de 79% dos brasileiros com mais de 16 anos praticam a automedicação em vez do acompanhamento médico.
Simultaneamente a essa problemática, a própria facilidade e falta de filtro de obtenção de informações nas redes cibernéticas são causas da cibercondria na sociedade. De acordo com o cardiologista Marco Vinicius Gaz, esse fácil acesso é o produto do uso da quantidade de pessoas que usam remédios sem o devido acompanhamento médico, prejudicando, por consequência, a própria saúde.
Portanto, é indubitável que medidas devem ser tomadas afim de solucionar esse problema. Cabe, então, ao Ministério da Saúde, adjunto do Ministério da Educação e Cultura, por meio de palestras e programas conscientizadoras em redes televisivas de grande porte, explicar os perigos do uso indiscriminado da internet para solucionar ou substituir os problemas da vida real. Além disso, também há de ensinar a população sobre a necessidade é importância do acompanhamento médico real e não cibernético.