Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/11/2020
A hipocondria é a obsessão com a ideia de ter um problema médico grave, mas, não diagnosticado e esse era o comum entre várias pessoas antigamente, mas com a chegada da tecnologia surgiu no meio da psicopatologia outro termo que ganha cada dia mais uso: a Cibercondria. Tal termo nada mais é que a busca de sintomas na internet e que leva muitas das vezes a um autodiagnostico e medicação imprecisos.
Primeiramente é preciso entender os riscos dessa prática, a maioria dos cibercondríacos não procura especialistas e se baseiam totalmente nas informações que acham na internet, sem levarem em consideração que muitas doenças compartilham de mesmos sintomas. Sendo assim, a cibercondria pode ser associada ao comodismo uma vez que é mais fácil usufruir de um meio digital do que ir ao médico, causando assim divergências entre paciente e profissionais na hora do diagnóstico.
Outrossim, vale salientar a automedicação que é praticada por cerca de 80% da população brasileira segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade e que é uma das consequências da cibercondria. Ela ocorre principalmente como alívio imediato de alguns sintomas, mas os alívios vêm com efeito como alergias e intoxicações deixando claro que o autodiagnostico online é um problema que deve ser enfrentado.
Com base em tudo apresentado é nítido ver que a cibercondria é uma doença dessa nova era digital. Portanto, as medidas de prevenção e combate vai fundo em um problema brasileiro: o precário atendimento da saúde. Cabe ao Ministério da saúde em conjunto com o governo federal uma melhor infraestrutura de atendimento que atraia pessoas ao atendimento médico, além de campanhas em postos de saúde e pelos meios de comunicação sobre os perigos da automedicação. Dessa forma o “Doutor google” será substituído por profissionais capacitados e o ditado “melhor prevenir do que remediar” deixará de ser um mero ditado