Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/11/2020
No Brasil, a Hipocondria - focalização compulsiva do pensamento e das preocupações sobre o próprio estado de saúde - é uma doença que atinge cerca de 150 mil casos por ano. Infelizmente, com a chegada da internet e da possibilidade de se diagnosticar pelas redes, essa doença foi agravada, tendo gerado a cibercondria, cujo portador não procura profissionais e se baseia nos resultados encontrados nos meios digitais para se automedicar.
No entanto, nem tudo que está na internet é válido e o diagnóstico automático e a automedicação traz grandes riscos à população brasileira. Nesse sentido, sabe-se que o erro das pessoas cibercondríacas é acreditar fielmente nos diagnósticos dados pela internet e, além disso, confiar mais neles do que nos profissionais. Com isso, fica ainda mais difícil de ajudar esses pacientes, pois não acreditam na palavra de nenhum profissional e não conseguem abandonar os tratamentos que iniciaram por conta própria, o que pode gerar muitas complicações de saúde.
Dessa forma, cabe destacar que são muitos os riscos trazidos pela cibercondria, como tratamentos errados, intoxicações por consumo excessivo ou inadequado de medicamentos e até a piora em quadros de doenças graves. Diante disso, fica evidente que ações devem ser realizadas com o fito de combater o cenário preocupante que ocorre em meio a população brasileira e garantir qualidade de vida a todos.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde alerte toda a população acerca da existência e dos riscos da cibercondria, por meio de campanhas, palestras e dos canais televisivos, para auxiliar na identificação dos casos e na prevenção da doença. Além disso, é importante, também, que as Secretarias de Saúde garantam acompanhamento psicológico para todos os pacientes que apresentem quadros de cibercondria, por meio de investimentos na área de psicologia dentro saúde pública, para garantir o tratamento da doença e o auxílio dos afetados.