Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 28/11/2020

A terceira revolução industrial foi chamada de revolução tecnológica, científica, do meio ambiente e da informação, a partir da Internet se desenvolvida e passada a fazer parte do dia a dia da sociedade. Nesse caso, além de uma ferramenta de comunicação, a rede mundial de computadores tornou prática pessoal na qual o internauta pode estudar sintomas e doenças e fazer diagnósticos. Portanto, esse comportamento, conhecido como cibercondria, coloca em risco a saúde individual e coletiva.

Em primeiro lugar, é necessário determinar os riscos para esse comportamento. Nesse sentido, as pessoas que estudam os sintomas online podem identificar várias doenças porque manifestam semelhanças. Logo, ela pode ficar horrorizada com os resultados e pensar que tem uma doença grave, ou pode estar convencida de que não tem sintomas graves, de modo que sua condição pode ser agravada. Além disso, isso permite que muitas pessoas se automediquem e consumam drogas prejudiciais. Segundo dados da agência farmacêutica ICTQ, 79% dos brasileiros com mais de 16 anos fazem automedicação.

No entanto, o problema está longe de ser resolvido, pois a dificuldade de acesso ao atendimento médico é uma das principais causas da doença. Todos os dias, os residentes são bombardeados por notícias de caos na saúde pública devido a hospitais lotados, falta de médicos . Essa situação levou a um aumento das cibercondria, que se caracteriza pela busca online de prognóstico. Nesse sentido, medidas precisam ser tomadas para melhorar a qualidade da assistência.

Fica claro, que é necessário que o Ministério da Saúde utilize mídia, internet, divulgação de informações em ambientes de saúde e de trabalho, consultas semanais, consultas mensais e exibição de medicamentos gratuitos a todos para comprovar a importância do raquitismo da internet na vida das pessoas. Além disso, o MEC deve realizar palestras nas escolas para que os jovens vejam os malefícios que essa doença traz para quem busca tratamento até no ambiente de ensino domiciliar.