Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/11/2020
É um fato que desde os primórdios da humanidade o homem busca se aprimorar e desenvolver ferramentas que facilitem suas tarefas, sejam elas simples ou complexas, avanços esses que evoluíram e tornaram-se essenciais para os tempos modernos. A internet é um recurso facilitador que traz consigo informações que podem se acessadas de forma simples e em alta velocidade. Contudo, a dependência desses recursos são seguros ou não para os usuários?
O acesso às informações, notícias e pesquisas era um privilégio de poucos cidadãos no mundo e, com o advento da internet, esse acesso tornou-se viável para toda a população. O endeusamento da internet leva as pessoas a buscarem respostas para problemáticas, sobretudo, suas questões em relação a saúde. Desse modo, diagnósticos mal interpretados e automedicação podem acabar maximizando doenças, dificultando seu tratamento.
No Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem se medicar sem prescrição médica ou farmacêutica, de acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Esse alto índice de pessoas representa uma grande ameaça a um dos maiores problemas de saúde pública atuais: as superbactérias. De acordo com a professora e médica da Universidade de São Paulo (USP), Maria Rita, o uso irresponsável de remédios pode originar bactérias capazes de resistir aos medicamentos.
Portanto, a intervenção governamental mostra-se urgente, com a intenção de amenizar problemas do tipo. O Ministério da Educação em parceria com o da saúde, deve fomentar um projeto que inclua todas as escolas do país em seus planos para levar o conhecimento acerca dos perigos de se realizar autodiagnósticos pela internet e da importância dos profissionais da saúde, através de debates e palestras e assim tornar os estudantes conscientes de suas ações.