Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 01/12/2020
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. Porém, a cibercondria, doença da era digital, impede que essa realidade seja alcançada. Nesse contexto, cabe destacar como causador do problema não só a facilidade de encontrar informações falsas na internet, mas também a falta de conhecimento da população.
Primeiramente, fica claro que as “fake news” são impulsionadoras da problemática. Atualmente, ao ficar doente, as pessoas procuram o Google ou as redes sociais no intuito de descobrir qual é o problema, no entanto, essa atitude pode ser muito perigosa. Segundo uma pesquisa da agência de notícias norte-americana Associated Press, as notícias falsas são 70% mais compartilhadas que as verdadeiras. Sendo assim, muitos cidadãos, ao procurar informações na internet, não sabem diferenciar o que é científico do que é enganoso, fazendo com que eles muitas vezes não procurem um médico e, consequentemente, piorem seu estado de saúde. Ademais, a falta de educação da população a respeito do tema também é um impasse. Assim como apresentado no estudo “Iceberg digital”, desenvolvido pela Kaspersky, 62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa. Consoante a isso, fica claro que o conhecimento da população é limitado em relação ao tema. Isso ocorre porque nas escolas ainda não é trabalhado com os estudantes, de forma eficiente, como não se deve recorrer à internet para buscar informações sobre doenças e tratamentos e como se guiar por elas pode trazer consequências graves para a saúde
Portanto, o Ministério da Educação, através de parcerias com as escolas, deverá promover rodas de conversa para lidar com o assunto da cibercondria e de como não se deve procurar à internet para buscar informações sobre a saúde. Além disso, também será ensinado ao aluno formas de verificar a veracidade das informações. Dessa maneira, espera-se garantir os direitos citados na Declaração dos Direitos Humanos.