Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/11/2020

Contudo, o mau uso dessa ferramenta pode ser prejudicial, como no caso em que pessoas buscam resolver questões relacionadas à saúde pelo mundo virtual. Nos últimos anos, observa-se uma tendência crescente de pessoas que usam plataformas de pesquisa na internet para sanar dúvidas relacionadas à saúde. Esse alto índice de pessoas que se automedicam representa uma grande ameaça a um dos maiores problemas de saúde pública atuais: as superbactérias. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) indicam que, em 2012, nas Unidades de Tratamento Intensivo, houve mais de 10.000 casos de pessoas que apresentavam bactérias resistentes no organismo, e esse número tende a crescer, tendo em vista que o número de pessoas conectadas à rede é cada vez maior. O Ministério da Educação, em parceria com o da saúde, deve fomentar o projeto “Saúde nas Escolas”, de modo que ele abranja todas as escolas do país e leve conhecimento acerca dos perigos de se realizar autodiagnósticos pela internet e da importância dos profissionais da saúde, através de debates e palestras, de modo a tornar os estudantes mais conscientes. Concomitantemente, o governo deve se empenhar em cumprir a fiscalização e o controle da venda de medicamentos, incentivando, por meio de propagandas na televisão e nas redes sociais, a população a denunciar à ANVISA qualquer irregularidade encontrada em farmácias, como a venda de remédios sem receita e a ausência de farmacêutico no estabelecimento.