Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 27/11/2020
No século XX, com o aumento da eficiência da prevenção de doenças e atendimento médico, a expectativa de vida, menor que quarenta anos até a década de 1940, ultrapassou os sessenta e cinco anos (década de 1990). Todavia, com o crescimento dos custos com equipamentos, materiais e medicamentos, surgiu a impossibilidade do acesso universal aos recursos e tecnologia moderna disponíveis. Isso fez com que muitas pessoas utilizassem rémedios de forma errada sem se preocupar com os prejuízos que eles poderiam causar.
Assim, visto que os medicamentos se apresentam como um dos fatores responsáveis pelos gastos com saúde, a questão de sua utilização de modo adequado nunca esteve tão presente no cotidiano da população, nem foi tão discutida naquela época. Havia falta de conhecimento em relação ao uso excessivo dos medicamentos, que contribuia com essa forma de utilizá-los. Por esse motivo, surgiu a cibercondria, a doença da era digital pós-revolução industrial.
Com o desenvolvimento da tecnologia, as pessoas começaram a recorrer a internet quando sentiam sintomas de doenças, e acreditavam no resultado que ela respondia ao sintoma. Um exemplo, é o “Dr. Google”, criador de pacientes que já entram no consultório médico com o diagnóstico pronto para informar ao médico o seu quadro e qual a prescrição deve receber. Ou que já vai direto à farmácia comprar o medicamento sem receita. A Microsoft realizou um estudo em 2008, constatando que os pacientes do “Dr. Google” e de outras ferramentas de busca online geralmente os levaram a concluir o pior.
Nesse sentido, fica clara a necessidade de uma maior orientação para a comunidade, assim como o cumprimento das leis existentes. E da formulação e aplicação de política de medicamentos que favoreça a obtenção de medicamentos essenciais e promova seu uso racional. Para que isso ocorra, a Anvisa deve punir todas as farmácias que ainda vendem medicamentos sem prescrição médica. Os profissionais de medicica devem transmitir informações com clareza e segurança aos seus pacientes, não confundindo eles. A internet veio para ajudar e precisamos utilizar ela de maneira sadia sem pensar que tudo seja verdade.