Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/11/2020

Em meio ao mundo tecnológico em que vive a sociedade moderna, são muitas as tarefas que foram facilitadas pelo surgimento da internet. Contudo, tais facilidades também vieram a agravar situações como a hipocondria, pela grande quantidade de informações e diagnósticos disponibilizados na rede, que muitas vezes, inadequadamente, substitui o trabalho de profissionais da área de saúde. Nesse aspecto, a chamada cibercondria, representa um sério risco para a saúde dos brasileiros, pois aumenta os casos de automedicação e agrava os quadros de hipocondria.    Dessa forma, cabe ressaltar que não consultar um profissional ou acreditar mais no resultado das redes do que em especialistas é o perigo da Internet e se torna um desafio para as instituições públicas, que devem buscar pela qualidade de vida de sua população. Nesse sentido, é evidente que além de gerar um agravamento nos pacientes hipocondríacos - que se concentram compulsivamente nas suas condições de saúde - a facilidade de conseguir um diagnóstico online aumenta mais ainda o desenvolvimento desses casos, o que torna a cibercondria muito presente na sociedade.        Diante disso, vale ressaltar que, de acordo com estudo do Instituto de Pós-Graduação em Marketing Farmacêutico de Especialidade (ICTQ), realizado em 129 cidades das cinco regiões do Brasil, 79% dos brasileiros praticam a automedicação. Por conseguinte, fica claro que a cultura do auto-diagnóstico realizado pela Internet é um erro infelizmente comum dos brasileiros e deve ser devidamente combatido pelos órgãos governamentais.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde crie normas que evitem a venda de medicamentos sem receita médica, por meio de punições dos farmacêuticos que as infligirem, para garantir que não haja o uso indevido de remédios. Ademais, urge que as Secretarias de Saúde entrem em parcerias com os canais televisivos do país, para promover campanhas de conscientização sobre a cibercondria, por meio de propagandas que garantam a compreensão dos riscos da doença.