Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 28/11/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a cibercondria torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela influência de jogos eletrônicos, seja pela alta carga de informações existentes na internet, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que na atualidade muitas pessoas são influenciadas por universos criados virtualmente. Tal situação é explicada pelo fato de pessoas ao verem determinada situação acontecendo em um jogo, tentam recriá-la na realidade, como os jogos de tiro, que levam a pessoa a matar seu oponente. Assim, medidas devem ser tomadas para o combate da influência de jogos eletrônicos na maneira de pensar da sociedade contemporânea.
Em segundo plano, observa-se que no Brasil, muitas pessoas deixam de fazer uma consulta médica, para se consultarem em sites da internet. Desse modo, as pessoas se colocam em elevados riscos de saúde, pois ao não terem um diagnóstico médico adequado, e ao se confiarem em textos da internet, se envolvem em grandes problemas, como a automedicação. Prova disso, são os dados do ICTQ que apontam que mais de 75% dos brasileiros optam pela automedicação, tornando notória a importância da conscientização da sociedade para se fazer consultas médicas adequadas.
Portanto, são imprescindíveis medidas capazes de mitigar essa problemática. Com isso, urge ao Estado impor regras para empresas de jogos eletrônicos, por meio da criação de leis que façam com que as empresas coloquem no ambiente do jogo, mensagens de conscientização a não-violência, com isso a sociedade irá parar de ter seu pensamento influenciado por um jogo. Também, é imperioso que o Ministério da Saúde combata a automedicação dos brasileiros por meio da colocação de barracas de conscientização contra a automedicação em locais públicos, para que a população tenha a consciência de que optar por uma medicação dada por um médico é melhor para a saúde do que assuntos publicados sem fonte na internet. Somente assim, notar-se-á que esses seriam alguns dos projetos para diminuir esse entrave.