Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 01/12/2020
Se preocupar com a saúde é fundamental para a vida e o bem-estar de todos, no entanto, a preocupação exagerada com esses aspectos se torna um problema e pioram quando entram em conjunto com as pesquisas na internet. Nesse sentido, esse problema tem nome e definição: cibercondria - a hipocondria da era digital. Diante disso, pode-se afirmar que pessoas que desenvolvem tal doença acabam acreditando mais nos resultados encontrados nas redes do que nos profissionais e, em muitos casos, nem chegam a procurar um médico e se automedicam com frequência.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que os riscos apresentados pela automedicação e a escolha de procurar diagnósticos online ao invés de um especialista são muito graves e dentre eles estão: intoxicações por medicamentos inadequados, agravamento de casos de doenças não tratadas corretamente e até surgimento de novas enfermidades. Portanto, fica claro que a ocorrência desses casos em meio a população brasileira deve ser evitada e combatida de forma eficiente.
Ademais, também destaca-se que no Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica, consoante ao Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Dessa maneira, torna-se ainda mais evidente a necessidade de realizar a prevenção da hipocondria digital e a conscientização sobre os riscos de ingerir remédios por conta própria, deixando claro a importância de se consultar com um médico e seguir suas orientações.
Por conseguinte, é importante que o Ministério da Saúde combata a cultura da automedicação no país, por meio de campanhas publicitárias e leis que dificultem a venda de remédios sem prescrição. Além disso, faz-se mister que os órgãos de saúde alertem a população sobre os riscos da busca por diagnósticos na internet, através de palestras em escolas e universidades, que mostrem as consequências da cibercondria, com o fito de informar e garantir saúde e bem-estar para toda sociedade brasileira.